Documentos da NR-1 riscos psicossociais: os 6 do T01 ao T06

Equipe Safio02 de agosto de 2026

Resumo

A parte psicossocial da NR-1 não se comprova com um laudo isolado: são seis documentos que se sustentam entre si — Inventário de Riscos Psicossociais (T01), Documento de Critérios (T02), Matriz de Risco (T03), AEP psicossocial (T04), Evidência de Participação (T05) e Plano de Ação 5W2H (T06). Cada um responde a uma pergunta diferente da fiscalização: o que foi encontrado, com que régua, qual a prioridade, como os trabalhadores participaram e o que a empresa vai fazer. Na Safio, os seis saem de um único diagnóstico COPSOQ II, são assinados digitalmente pelo responsável técnico e ficam guardados por 20 anos.

Assim que a NR-1 entra na pauta do RH, aparece a mesma pergunta: quais documentos eu preciso ter para a parte psicossocial? A resposta que circula por aí — "um laudo psicossocial" — é justamente a que não sobrevive a uma fiscalização. O auditor-fiscal não procura um arquivo: ele procura uma cadeia. Método, resultado, classificação, evidência de participação e resposta, cada peça explicando a anterior. Neste guia você vê os seis documentos que compõem essa cadeia, o papel de cada um e o que transforma um PDF bonito em prova: assinatura do responsável técnico, guarda de longo prazo e verificação pública.

Quais são os documentos da NR-1 para riscos psicossociais

Os documentos da NR-1 para riscos psicossociais são o conjunto de registros que comprova que a empresa identificou, avaliou, classificou e tratou os fatores psicossociais dentro do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), conforme a Portaria MTE nº 1.419/2024. Na Safio, cada ciclo de diagnóstico gera seis documentos, numerados de T01 a T06:

CódigoDocumentoPergunta que respondeBase normativa
T01Inventário de Riscos PsicossociaisO que foi encontrado?NR-1, item 1.5.7.3.2
T02Documento de CritériosCom que régua foi classificado?Manual GRO/PGR — Quadro 10
T03Matriz de RiscoQual a prioridade de cada fator?Quadro 10 · anexo do PGR
T04AEP — Análise Ergonômica Preliminar (psicossocial)Como o psicossocial entra na ergonomia?NR-17, área 1 · NR-1, item 1.8.1
T05Evidência de ParticipaçãoOs trabalhadores participaram?NR-1, item 1.5.3
T06Plano de Ação 5W2HO que a empresa vai fazer?NR-1, item 1.5.7

Repare que nenhum deles é substituível por outro. Um inventário sem critérios é opinião; um plano de ação sem inventário é chute; um diagnóstico sem evidência de participação é um questionário que ninguém consegue provar que existiu.

O papel de cada um dos seis documentos

T01 — Inventário de Riscos Psicossociais

É a fotografia oficial do diagnóstico e a peça que integra o PGR. Traz a identificação da empresa, o resumo da coleta, o risco geral, o score das 23 dimensões do COPSOQ II em escala 0–100 com o nível de cada uma, a matriz 5×5 e as diretrizes de intervenção por dimensão. É por ele que a fiscalização costuma começar. Detalhes de estrutura e conteúdo no guia do inventário de riscos psicossociais.

T02 — Documento de Critérios

É a régua, escrita antes de olhar os resultados. Registra o instrumento (COPSOQ II curto, 41 itens em 23 dimensões), a escala Likert de 5 pontos convertida em 0 · 25 · 50 · 75 · 100, os cortes 0-33 (Baixo), 34-66 (Moderado) e 67-100 (Alto), a severidade fixa de 1 a 5 por dimensão, a probabilidade de 1 a 5 derivada da faixa de score, a regra de k-anonimato de no mínimo 5 respondentes por setor, o TCLE obrigatório antes do questionário e o não recolhimento do IP do respondente. Sem ele, ninguém consegue reproduzir a classificação. Veja o que documentar em critérios de avaliação de riscos psicossociais.

T03 — Matriz de Risco

É onde o score vira prioridade. Cruza a probabilidade (derivada da faixa de score) com a severidade (fixa por tipo de dimensão) na matriz 5×5 do Quadro 10 do Manual GRO/PGR, devolvendo quatro classes: Baixo, Moderado, Alto e Crítico. É o documento que explica por que Burnout com score 62 sai Crítico enquanto Exigências Quantitativas com score 71 sai Alto: as duas caem na mesma faixa de probabilidade, mas Burnout tem severidade 5 e Exigências Quantitativas, 3. Passo a passo em matriz de risco psicossocial.

T04 — AEP (Análise Ergonômica Preliminar psicossocial)

Conecta o diagnóstico à NR-17. Cobre exclusivamente a área 1 da norma, os fatores psicossociais do trabalho — mobiliário, equipamentos e condições ambientais continuam sob responsabilidade do ergonomista ou engenheiro de segurança. Ela é especialmente relevante para microempresas e empresas de pequeno porte enquadradas no grau de risco 1 ou 2 da NR-4 e sem exposição relevante a riscos físicos, químicos ou biológicos, que são dispensadas do PGR pelo item 1.8.1 da NR-1: estar dispensado do programa não dispensa de gerenciar o risco psicossocial, e a AEP passa a ser o principal documento comprobatório. Mais em AEP e riscos psicossociais na NR-17.

T05 — Evidência de Participação

O item 1.5.3 da NR-1 exige participação ativa dos trabalhadores na identificação e avaliação dos riscos — e exigir não basta, é preciso comprovar. Este documento registra colaboradores elegíveis, respondentes, TCLE aceitos, taxa de adesão, datas de abertura e encerramento, e traz o log anonimizado da coleta (número, data e hash truncado de cada resposta) mais o hash consolidado SHA-256 de toda a coleta. O log não traz nome, matrícula nem e-mail, e o IP do respondente sequer é coletado: é prova de existência sem porta de entrada para reidentificação, reforçada pela regra de mínimo 5 respondentes por setor. O próprio documento ainda sinaliza se a adesão ficou acima ou abaixo dos 60% recomendados como piso de validade estatística. Veja o detalhamento em evidência de participação da NR-1.

T06 — Plano de Ação 5W2H

É a resposta da empresa. Estrutura cada medida com o quê, por quê, onde, quando, quem, como e quanto custa, seguindo o item 1.5.7 da NR-1 e o ciclo PDCA do item 1.5.3.2. Os prazos não são livres: pelos critérios da metodologia, ações Críticas têm prazo máximo de 30 dias, Altas 90 dias e Moderadas entre 120 e 180 dias. Modelo preenchido em plano de ação 5W2H para riscos psicossociais.

Como os seis se encaixam

A lógica é sequencial, e é assim que o auditor lê: o T02 define a régua antes da coleta; o T05 prova que a coleta aconteceu com participação real; o T01 apresenta o resultado; o T03 classifica e prioriza; o T06 transforma prioridade em medida com dono e prazo; e o T04 leva os mesmos achados para o trilho da NR-17. Todos leem os mesmos parâmetros, então não existe divergência entre um documento e outro — o erro clássico de quem monta o dossiê em planilhas separadas.

Entre um ciclo e outro, o acompanhamento não para. As Pesquisas de Pulso (planos Growth e Enterprise, liberadas durante o teste grátis) funcionam como escuta contínua para verificar se o que estava em Alto está cedendo, e o canal de denúncias (Growth e Enterprise) alimenta o ciclo seguinte com o que nenhum questionário captura.

O que transforma PDF em prova

Assinatura digital do responsável técnico

Documento de PGR sem responsabilidade técnica é rascunho. Na Safio, os seis são gerados juntos e passam por uma tela de revisão técnica: a aprovação só é liberada depois que os seis documentos forem abertos em pré-visualização e o responsável técnico aceitar o Termo de Assinatura Eletrônica. Ao aprovar, ele (psicólogo com CRP, engenheiro de segurança do trabalho com CREA ou médico do trabalho com CRM) recebe por e-mail um código de 6 dígitos, válido por 10 minutos e limitado a cinco tentativas, que assina os seis de uma vez. É assinatura eletrônica nos termos da Lei nº 14.063/2020, Nível Simples. Cada PDF assinado ganha uma página final de comprovante com data e hora em BRT, IP de origem, user agent e o hash SHA-256 do documento assinado. Qualquer alteração posterior muda o hash — é o que garante integridade e não repúdio.

Guarda por 20 anos

O item 1.5.8 da NR-1 exige retenção dos registros do GRO por 20 anos. Não é burocracia: em uma ação trabalhista por adoecimento mental anos após o desligamento, o inventário daquele ciclo é a única prova de que a empresa avaliava e tratava o risco à época. Por isso os documentos assinados são congelados em storage imutável (Cloudflare R2 com Object Lock Compliance) pelos 20 anos — não podem ser editados nem apagados. Uma pasta de rede com PDFs editáveis não oferece nada parecido.

Verificação por QR

Concluído o ciclo, a empresa recebe um Certificado de Conclusão do Diagnóstico NR-1 com protocolo próprio (no formato CERT-NR1-AAAA-NNNNNN) e um QR code que aponta para uma página pública de verificação. Quem escanear confere protocolo, empresa, data de emissão, número de respondentes e classificação geral, sem precisar confiar no PDF recebido. Vale a ressalva que o próprio certificado traz: ele atesta a conclusão do diagnóstico e não constitui, por si só, declaração de conformidade legal perante a NR-1 — quem sustenta a conformidade são os seis documentos.

Erros comuns

  • Achar que um laudo resolve. Um PDF com gráficos não responde "com que critério?" nem "quem participou?". A fiscalização pede a cadeia, não a peça.
  • Documentos que se contradizem. Inventário classificando por uma régua e matriz por outra é o achado mais fácil de uma auditoria. Os seis precisam ler os mesmos parâmetros.
  • Pular a evidência de participação. Sem o T05, a empresa não consegue provar que houve coleta — e um PGR sem participação documentada é tecnicamente frágil em auditoria e em juízo.
  • Deixar o T06 sem dono e sem data. Medida sem responsável e prazo é intenção, não controle. E prazo vencido sem evidência de execução é confissão documentada.
  • Guardar em pasta de rede. Arquivo editável não prova nada 15 anos depois. Sem assinatura e sem guarda imutável, o dossiê perde justamente o valor probatório que justifica existir.

Seis documentos, um único diagnóstico

Montar essa cadeia à mão significa redigir seis peças coerentes entre si, manter as mesmas 23 dimensões e os mesmos cortes em todas, coletar assinatura técnica e ainda garantir arquivamento por duas décadas. É trabalhoso e frágil. Na Safio, os seis nascem do mesmo diagnóstico COPSOQ II anônimo — 41 itens, 23 dimensões, escala 0–100, k-anonimato de 5 respondentes por setor —, saem numerados a partir do hash da coleta, são assinados digitalmente pelo responsável técnico e ficam guardados por 20 anos. Crie sua conta na Safio e gere o dossiê psicossocial completo da sua empresa, ou compare o que cada plano inclui na página de preços.

Perguntas frequentes

Quais documentos a NR-1 exige para riscos psicossociais?

A NR-1 exige que os fatores psicossociais sejam identificados, avaliados, classificados e tratados dentro do GRO, com registro documental. Na prática, um dossiê defensável reúne seis peças: Inventário de Riscos Psicossociais (T01), Documento de Critérios (T02), Matriz de Risco (T03), AEP psicossocial da NR-17 (T04), Evidência de Participação (T05) e Plano de Ação 5W2H (T06). Cada uma responde a uma pergunta diferente da fiscalização, e nenhuma substitui a outra.

Um laudo psicossocial substitui esses documentos?

Não. Um relatório isolado até mostra resultados, mas não responde com que critério a classificação foi feita, como os trabalhadores participaram nem o que a empresa vai fazer com os achados. A NR-1 trabalha por cadeia de gestão: critério, evidência, inventário, classificação e plano de ação com prazos. É essa sequência que o auditor-fiscal percorre.

Quem assina os documentos da NR-1 de riscos psicossociais?

O responsável técnico pela avaliação — psicólogo com CRP, engenheiro de segurança do trabalho com CREA ou médico do trabalho com CRM —, além do representante da empresa. Na Safio, a assinatura é eletrônica nos termos da Lei nº 14.063/2020 (Nível Simples), com código de 6 dígitos enviado por e-mail que assina os seis documentos de uma vez, e cada PDF recebe uma página de comprovante com data, hora, IP e hash SHA-256.

Por quanto tempo esses documentos devem ser guardados?

Por 20 anos, conforme o item 1.5.8 da NR-1 para os registros do GRO. O prazo existe porque o adoecimento mental costuma ser discutido anos depois do fato: em uma ação trabalhista, o inventário e o plano de ação daquele ciclo são a prova de que a empresa gerenciava o risco à época. A Safio arquiva os documentos assinados em storage imutável, que não permite edição nem exclusão durante o período.

Como verificar se um documento da NR-1 é autêntico?

Por dois caminhos complementares. Cada documento assinado carrega uma página final de comprovante com o hash SHA-256 do arquivo, data e hora, IP e user agent de quem assinou — qualquer alteração posterior muda o hash. E o certificado de conclusão do diagnóstico traz protocolo e QR code que levam a uma página pública de verificação, onde é possível conferir empresa, data de emissão, respondentes e classificação geral.

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